27/09/2009

o q faz uma boa foto? ou HCB no SESC Pinheiros, São Paulo


"A imagem latente só pode então ser uma imagem duplamente sonhada: sonho do que não existe mais e do que ainda não é, é a encarnação da própria distância que fundamenta a fotografia. (...) É uma obsessão, feita de distância na proximidade, de ausência na presença, de imaginário no real que nos faz amar as fotografias e lhes proporciona toda a sua aura: única aparição de um longínquo, por mais próximo que esteja". Philippe Dubois em O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas, Papirus; 2004. p 313-14

05/09/2009

hortus conclusus

no terraço da galeria vermelho, são paulo, de setembro a dezembro de 2009. venha ver. visite o blog: HORTUS CONCLUSUS

19/07/2009

Cozinha Cultural nas Férias II

dia 18 de julho: SUCOS INCRÍVEIS - Cozinha Cultural no programa Tatu Bola em Família do CCSP




Cozinha Cultural nas férias I

11 de julho no programa Tatu Bola em Família do Centro Cultural São Paulo








15/06/2009

do jardim

William Hawell Cena de Jardim na Praia de Bragança - Porto do Rio de Janeiro, 1827. Guache sobre papel - detalhe- 34 x 51 cm (aprox) V&A Museum, Londres, Inglaterra.

"Ao lado do jardim botânico, o jardim privado foi motivo predominante para o registro de viajantes, portadores de conhecimentos preliminares de botânica, que encontravam nos arranjos dos jardins e quintais das residências o microcosmo natural, coerente com seus valores de interioridade e privacidade.(...) A viagem pitoresca ao Brasil realizada por artistas amadores na primeira metade do século XIX é uma transposição de práticas européias e modelos anteriores ao aparecimento da estética no século XVIII, na qual o sentimento assume a função de princípio do juízo estético.(...)Entre tantas oportunidades que se apresentam no curso de um passeio, o que torna um lugar inspirador é a projeção do viajante no ser natural e a afinidade secreta que encontra no que vê". p20 Belluzzo, Ana Maria de Moraes. O Brasil dos Viajantes. Vol 3 A Construção da Paisagem. São Paulo: FAUUSP; bjetiva; Metalivros, 1999.

23/04/2009

Maria Candelária


com Blecaute, 1952

Gostou? Então clica aqui e escuta mais!


28/03/2009

fichário


"e atrás dessa tradição [aparições da Virgem sentada numa árvore - na Espanha, na época da Páscoa], havia mitos pagãos ainda mais antigos que apresentavam velhas árvores ocas como sendo o túmulo de deuses mortos em seus galhos e encerrados em seu tronco para esperarem um novo ciclo de vida". pg 27, Simon Schama, Paisagem e Memória, SP, Cia das Letras, 1996

22/03/2009

depois da chuva

10/03/2009

fichário

Chuck Close/MARK 1978-79

"...continua-se tratando de representar os meios de representação, em particular por uma acentuação dos elementos constitutivos desta. (...) Poderíamos dizer que o hiper-realismo cria o original com base em uma reprodução (...) aqui a pintura se esforça por tornar-se mais fotográfica que a própria foto. O excesso de que se trata é o excesso da fotografia na pintura." Philippe Dubois em O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas: Papirus, 2004.

19/02/2009

VERÃO

Ferreira Gullar

Este fevereiro azul
como a chama da paixão
nascido com morte certa
com prevista duração

deflagra suas manhãs
sobre as montanhas e o mar
com o desatino de tudo
que está para se acabar.

A carne de fevereiro
tem o sabor suicida
de coisa que está vivendo
vivendo mas já perdida.

Mas como tudo que vive
não desiste de viver,
fevereiro não desiste:
vai morrer, não quer morrer.

E a luta de resistência
se trava em todo lugar:
por cima dos edifícios
por sobre as águas do mar.

O vento que empurra a tarde
arrasta a fera ferida,
rasga-lhe o corpo de nuvens,
dessangra-a sobre a Avenida

Vieira Souto e o Arpoador
numa ampla hemorragia.
Suja de sangue as montanhas,
tinge as águas da baía.

E nesse esquartejamento
a que outros chamam verão,
fevereiro ainda agonia
resiste mordendo o chão.

Sim, fevereiro resiste
como uma fera ferida.
É essa esperança doida
que é o próprio nome da vida.

Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração—resiste.

em Ferreira Gullar. Novos Poemas, 1964. Antologia Poética. São Paulo: Summus,1974.

09/02/2009

fichário


"...os mitos e lembranças da paisagem partilham duas características comuns: sua surpreendente permanência ao longo dos séculos e sua capacidade de moldar instituições com as quais ainda convivemos. A identidade nacional, só para mencionar o exemplo mais óbvio, perderia muito de seu fascínio feroz sem a mística de uma tradição paisagística particular: sua topografia mapeada, elaborada e enriquecida como terra natal". Simon Schama - Paisagem e Memória. SP, Cia das Letras, 1996, p 26. fotografia: Marc Ferréz

04/02/2009

tchau Helena

02/02/2009

os passarinhos

resolveram aceitar minha oferta de fruta e agora aparecem várias vezes por dia. da minha mesa de computador:


31/01/2009

fichário II - sobre o trabalho com arte

em Art in America, january 2002 . entrevista de Robert Storr com Gerard Richter, p 74
RS: Typically, artists were encouraged to make a consistent body of work or to make a conscious progression from one idea to the next. What's striking in your work is the apparent idea to another without worring about how the paintings will be received...
GR: I alwais hate those artists who were so consistent and had this sort of development; I thought it was terrible; I never worked in painting as if it werw a job; it was always out of interest or for fun, a desire to try something...

25/01/2009

fichário I – da imagem animada


Fomos ver os Voom Portraits do Robert Wilson no SESC Pinheiros e no dia seguinte organizando um fichário de estudos encontrei o trecho abaixo de uma fala de Bill Viola que me remeteu aos vídeo retratos do encenador norte americano:... “ Para mim, um dos acontecimentos mais importantes dos últimos 150 anos foi a animação da imagem, a descoberta da imagem em movimento. Essa introdução do tempo dentro das artes visuais pode provar ser tão importante quanto a teoria de Brunelleschi sobre a perspectiva e a demonstração do espaço tridimensional da imagem. Imagens ganharam vida. Elas têm comportamento. Têm uma existência simultânea a do tempo de nossos pensamentos e imaginação. Elas nascem, crescem, mudam e morrem. (...) Isso me ensinou que a verdadeira matéria-prima não é a câmera e o monitor, mas o próprio tempo e a experiência, e que o verdadeiro lugar onde uma obra existe não é nas telas ou paredes de uma sala, mas na mente e no coração da pessoa que a viu. É aí que todas as imagens vivem”.

20/01/2009

Trama da Semana

Aconteceu como parte do Ziguezague, no MAM, junto com a SPFW Inverno 2009.
Recolhemos material impresso do evento e seus desfiles no pavilhão da Bienal, depois cortamos e tramamos esse refugo para construir uma veste escultura com ele:O papel tecido foi formando módulos coloridos/cruzados:Esboços da veste escultura e sua construção com o papel tecido:...e o resultado deste trabalho coletivo: para ver mais: POST da estilista e crítica Mariana Rocha no BLOG do UOL/SPFW; POST da Thais Losso estilista.

19/01/2009

avisa lá: é amanhã


Trama da semana - Criação coletiva de veste-escultura a partir de refugo de material impresso da SPFW | com Teresa Berlinck
20 JAN – TERÇA, 14H – 17h – ateliê do MAM

Como toda feira de negócios, a SPFW produz e distribui imensa quantidade de material impresso. Catálogos, revistas e folhetos elaborados por estilistas, fotógrafos, produtores, modelos, artistas gráficos e jornalistas reúnem o trabalho do mundo da moda nas tendências da próxima estação.
Porém essa documentação tem vida curta: parece destinada a ser esquecida no banco do carro ou jogada no próximo cesto de lixo.
O trabalho proposto por Teresa Berlinck para o ZIGUEzague é criar coletivamente uma veste-escultura de papel tecido que utilize esse rico material impresso. Construída em ação relâmpago no ateliê do MAM, a obra de papel tecido reunirá tema, imagens, talentos e tendências da SPFW inverno 2009.

16/01/2009

zigue zague no MAM


24/12/2008

feliz natal!

a linda guirlanda é da Polly Magoo

30/11/2008

...e você trouxe a primavera!

ação em colaboração com o público na mostra PERMANENTE|TRANSITÓRIO do SESC Santos, em 29/11/2008. O público foi convidado a trazer plástico e outros materiais usados para, junto com papel de seda colorido e linha verde oferecidos pelo projeto, confeccionar flores que depois foram instaladas no jardim do terraço do SESC Santos.• no trabalho coletivo, em colaboração com o público, o que observo de interessante é a possibilidade que se abre para surpresas/reinvenção de relacionamentos, compartilhamento de memórias, encontros, experiências de vida

• sobre colocar flores falsas em um jardim verdadeiro: uma afirmação nonsense e kitsch do movimento de tentar aculturar a natureza enquadrá-la na moldura da janela, pintura – a paisagem, de ajardiná-la reproduzindo seu lado bom, idílico, pitoresco; a natureza é boa, bela e me serve na medida em que ela é dócil, agradável e controlável. Diferente de sua violência imensa nas chuvas, tsunamis e incêndios que causam calamidades, sua resposta à nossa exploração voraz? ... nos efeitos estufas, buracos na camada de ozônio, ou ainda em sua dosada e gradual violência cotidiana nos contrastes de temperatura...


com o trabalho de arte e colaboração tentar responder a nossos gestos cotidianos de gasto/desperdício, excessos de produção, necessidade/ansiedade de consumo de tudo - coisas, atividades, de preencher nossos vazios existenciais; a urgência de uma economia/ação feita por pausa, concentração, silêncio, reuzos, ressignificações e reflexões sobre o que já temos! Reciclagem, revisões – deixar as ansiedades e olhar para nós mesmos, para as experiências compartilháveis, nossas memórias, gestos e potenciais de troca humana - em vez da tarde de sábado nas compras, uma tarde de sábado vivendo juntos!

10/11/2008

jardinzinho de calçada

24/10/2008

no ar. visite

MEU
LIVRO
DELA

22/10/2008

ensaio de ópera na cúpula do Municipal

15/09/2008

molesquine em kinkaku-ji

- - -

12/09/2008

pudim de rosas da laura florence

para meus AMIGOS QUERIDOS, uma receita de primavera:
1 LATA DE LEITE CONDENSADO
2 VEZES A MESMA MEDIDA DE YOGURTE NATURAL
2 COLHERES DE CHÁ DE AGUA DE ROSAS
1 COLHER DE SOPA DE XAROPE DE ROSAS VERMELHAS
1 PITADA DE CARDAMOMO EM PÓ
1 PITADA DE CRAVO EM PÓ
1 PITADA DE CANELA
BATER TUDO JUNTO NO LIQUIDIFICADOR
COLOCAR EM FORMA REFRATARIA
COZINHAR EM BANHO MARIA ATÉ FICAR FIRME
DEIXAR GELAR
POLVILHAR COM FAROFA DE PISTACHE
DECORAR COM ROSINHAS VERMELHAS COMESTIVEIS

uma ótima PRIMAVERA para TODOS
LAURA FLORENCE

08/09/2008

DIA DA CRIAÇÃO Equipe 40

Dia 6 de setembro tive a emoção de participar do DIA da CRIAÇÂO, festa de 40 anos do Colégio Equipe. Entre atividades de música, decoração de bolo, exposição com trabalhos dos alunos, pintura e modelagem, fizemos uma versão do SEGREDOS, trabalho em que convido os presentes a desenhar, na parede e por meio de transferência com papel carbono, imagens de seus segredos. Algumas imagens da festa:




04/09/2008

Dias. julho 2008


na TIJUANA/Vermelho até 27 de setembro de 2008

25/08/2008

minhocão domingo

17/07/2008

mangá bossa 150

18/06/2008

sonhadores

14/06/2008

sábado em casa

02/06/2008

24/05/2008

primeira página

18/05/2008

ambulante


publicada hoje na coluna sp ilustrada da Revista da Folha

14/05/2008

torcida cega

10/05/2008

04/05/2008

05/04/2008

itinerário

02/04/2008

alguém pode me explicar, por favor?


por que o número de visitas ao COZINHA CULTURAL praticamente triplicou quando eu resolvi parar de blogar?

21/03/2008

sexta-feira da paixão



04/03/2008

Everytime we say goodbye I die a little

15/01/2008

voyer sendo visto

da série Imagens da filosofia, 2007, grafite, pastel seco, papel, 35 x 35 cm

13/01/2008

São Paulo em janeiro


Mais calma, no começo do mês. Agora vai enchendo de novo... mas somos nós mesmo esse mundaréu impressionante de gente, lotando e 'estragando todos os lugares', como diz o poeta.
Fim-de-semana passado fomos na Pinacoteca ver o Tal R Trabalhando duro de dia, nu à noite, depois seguimos a animação do Duílio e fomos ao Museu da Língua, que sábado (assim como a Pina), não cobra entrada e, mesmo na época mais calma do ano (o marketing é bom?), o museu cheeeeeeeio. E ainda, o Museu de Arte Sacra, querido, que está mais bem cuidado depois da história da beatificação do Frei Galvão. Além do belo edifício de taipa de pilão, o acervo admirável, a sala dedicada ao Frei arquiteto e milagreiro e os bancos sob as janelas que dão para o pátio interno meio abandonadinho e invadido por um mato simpático, recomendo uma saída para o quintal onde está o cemitério, com árvores velhas e carramanchões de serviço (das freiras?): um quintal 'túnel do tempo' para quando São Paulo tinha várzea, chácara, sítio e fazenda, tudo aqui na cidade mesmo. E o presépio do Ciccillo Matarazzo, que eu não conhecia e está permanentemente lá: sensacional o presépio, né? Fiquei pensando que é um tipo de experiência parecida com a dos cenários do Museu da Língua, a exposição tratada como espetáculo de teatro, para ensinar divertindo, cada um no seu tempo...
No caminho ainda pegamos a chuva de verão com direito ao abrigo da igreja de São Cristóvão, com missa e luzinhas piscando no altar, ou palco, como disse o Rodrigo.
E terminamos na Effendi, que o Duílio (que é blogueiro profissional e leva a camera pela urbe) postou, veja lá - e que é tuuuudo de bom, completamente especial, diferente das libanesas e não é só a esfiha, tem muitas e todas as delícias que você conhece da cozinha libanesa. Uma ótima opção para variar das iguarias também deliciosas do Bom Retiro. O Carlinhos e a Lú já tinham me levado lá faz um tempo e o retorno foi a confirmação de que é um ótimo passeio gastronômico. Fica na Luz, na segunda travessa da rua São Caetano, entre ela e a Rua Cantareira. Vai lá passar bem!

08/01/2008

sobre papel

Teresa Berlinck, desenho, 2006

05/01/2008

O construtivismo público

é o título do trabalho do artista Daniel Nogueira de Lima no projeto TRÂNSITO / Bola de Fogo. Um livro de cor e luz que reflete visões do trânsito captadas na circulação do olhar pedestre e motorizado pela cidade.

Objeto formado de circuitos de energia, que irradia cor e deixa a gente que nem mariposa; hipnótico espelho de nossa luz do grande prazer.

Em processo, o livro de pinturas que se projetam no espaço: pintura de luz para ser lida.

Daniel, fora da casinha, artíficie da habilidade construtiva.

01/01/2008

COZINHA CULTURAL deseja FELIZ ANO NOVO!

cheio de novos e variados sabores
e de surpreendentes movimentos causadas pelos sabores conhecidos.
tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuudo de bom!

foto de Everton Ballardim

30/12/2007

meditações para o ano novo

para ampliar, clique sobre a imagem

novas no ABC

O ABC de ingredientes básicos continua crescendo e contando com sua lembrança (sugira trabalhos de arte com comida). A partir da mostra ANOS 70, curada por Glória Ferreira, em 2007, no Instituto Tomie Ohtake, entram as duas obras abaixo. Aqui, e no ABC de Ingredientes Básicos, confira:

G de Geiger, Anna Bella, (1933)
O pão nosso de cada dia,1978
Fotografia em cartão postal, serigrafia, sacola de papel, 36 x 60 cm Edição de 5


L - Lygia Pape ,(1929 — 2004)
Roda dos prazeres, 1967
Porcelana, anilinas, sabores, conta-gotas
Dimensões variadas
para conhecer o Projeto Lygia Pape, clique aqui

28/12/2007

Pontos de fuga: saídas

Este é o trabalho de Néle Azevedo no projeto TRÂNSITO/Bola de Fogo. A partir de entrevistas e conversas com frequentadores do restaurante do Sesc Vila Mariana, sobre a paisagem da janela, pontos de fuga e saídas para ela, a artista e seu parceiro desta empreitada, Henk Nieman, elaboraram uma nova paisagem que foi adesivada no vidro do restaurante, somando-se à paisagem existente (para ver grande clique nas imagens).